Mãos que falam.

Movimento Surdo em Favor da Educação e da Cultura Surda


 

Sujeitos Surdos e educação: 

Participação Democrática nos processos inclusivos e culturais
 
Mesa de Diálogos sobre Políticas Públicas 
Educacionais e Culturais para Surdos
 

Local: Câmara Legislativa do Distrito Federal / DF
Endereço: Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5 – Setor de Indústrias Gráficas

 

Horário: 08h30 às 18h horas

Data: 10 de dezembro de 2010

 
 
INSCRIÇÕES GRATUITAS:

 
Endereço: SCS Qd. 01 Bloco “L”, Ed. Márcia 7ª Andar, sala 701, Brasília/DF
Telefone: (61) 3224-1677 – 10h às 12h / 13h às 16h.

feneisdf@hotmail.com

 
Surdos: 250 vagas

Ouvintes: 200 vagas

 
Participação: Lideranças Surdas, Associações de Surdos, Representante da ONU, Representante do GDF, da Secretaria de Educação, do MEC, APADA, APIL, ICEP, FENAPAS, CODDEDE, CORDE, FAPED, CONADE, OAB/DF, ong’s em geral e parlamentares.

PROGRAMAÇÃO:

 

08h30 Abertura e Boas Vindas – Hino Nacional em Libras
09h Apresentação dos convidados e convidadas entre gestores, lideranças surdas, agências, parlamentares entre outros.
09h30 Apresentação de vídeo com a participação dos surdos e sua reivindicação em relação às políticas públicas no que diz respeito à educação e a cultura surda.
10h00 I Mesa de Diálogos: Estratégias utilizadas para a promoção dos direitos educacionais e culturais das pessoas surdas.Presenças confirmadas:

  • Ministro da Educação – Fernando Haddad (será representado por Cleonice Pellegrini – Coord. Geral de Políticas Pedag. da Educ. Especial/ CGPEE);
  • Deputada Érika Kokay;
  • Presidente do CODDEDE – Márcia Muniz;
  • Secretaria de Educação / Chefe de Núcleo – Valdiceia dos Santos;
  • Coordenadora do CAS – Linair Moura;

 

11h30 Apresentação de Vídeo: “Mostra de vídeos sobre educação e cultura surda”.
12h30 Intervalo
14h00 II Mesa de Diálogos: Participação das agências e outras autoridades, bem como as lideranças surdas, dialogando em busca do aperfeiçoamento das estratégias apresentadas e debatendo as controvérsias, se couber, apresentando novas propostas e caminhos.Presenças confirmadas:

  • Diretor da FENEIS/DF – Messias Ramos Costa;
  • Coordenador Geral da FAPED – Michel Platini;
  • Presidente FENAPAS – Marcos Brito;
  • Presidente da FBDS – Deborah Dias de Sousa;
  • Presidente de ASB – Wilson Augusto de Sousa Arrais Júnior
  • Presidente de ADSB – Fernando Jacomini Felício
  • Presidente de ASSURS – Isaias Leão Machado Felix

 

16h Carta de Reivindicações. 
17h Apresentação de Teatro
17h30 Encerramento

Clique de Silde com fotos:

_________________

Os surdos também podem falar!!!
(Legenda)


_________________________________________________________________

NOTÍCIA!!!

 
Ponto de partida: Museu Nacional de Brasília

Setor Cultural Sul, lote, 2, Brasília

Horário: 08h30 às 12h

Data: 13 de dezembro de 2010

 

 

________________________________________________________________________________

Prezados(as) ,

Estou enviando em anexo a parte da Revista Feneis sobre a reportagem CONAE, a nova jornalista Regiane fez entrevista com a responsável pelas políticas políticas do MEC sobre a cultura surda e ela rebaixou esta cultura, veja o dizer dela na página 23, 3º parágrafo.

“do ponto de vista da educação inclusiva, o MEC não acredita que a condição sensorial institua uma cultura. As pessoas surdas estão na comunidade, na sociedade e compõe a cultura brasileira. Nós entendemos que não existe cultura surda e que esse é um princípio segregacionista. As pessoas não podem ser agrupadas nas escolas de surdos porque são surdas. Elas são diversas. Precisamos valorizar a diversidade humana”

Vocês que fazem parte do movimento surdo, das teorizaçoes dos Estudos Surdos… poderiam responder a respeito, seja através da carta, do artigo (pode ser uma ou duas páginas) para a próxima ediçao da revista Feneis. Vamos responder a altura ao MEC.

Abraços

Patrícia Luiza Ferreira Rezende

Diretoria de Políticas Educacionais da Feneis

Doutora em Educação – UFSC
_______________________________________________________________

Minha contribuição:
Retirando do documento:
Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência


Relembrando os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, que reconhecem a dignidade e o valor inerentes e os direitos iguais e inalienáveis de todos os membros da família humana como o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo…..

No Artigo 24 da Educação, Facilitação do aprendizado da língua de sinais e promoção da identidade lingüística da comunidade surda; e Garantia de que a educação de pessoas, inclusive crianças cegas, surdocegas e surdas, seja ministrada nas línguas e nos modos e meios de comunicação mais adequados às pessoas e em ambientes que favoreçam ao máximo seu desenvolvimento acadêmico e social.

No Artigo 30, da Participação na vida cultural e em recreação, lazer e esporte 4. As pessoas com deficiência deverão fazer jus, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, a que sua identidade cultural e lingüística específica seja reconhecida e apoiada, incluindo as línguas de sinais e a cultura surda. Documento na integra: http://www.assinoinclusao.org.br/downloads/convencao.pdf
Os textos em árabe, chinês, inglês, francês, russo e espanhol do presente Protocolo deverão ser igualmente autênticos.

Shirley Vilhalva

Em Brasília

 
Artigo 24

Educação

 

 
1. Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência à educação. Para realizar este direito sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades, os Estados Partes deverão assegurar um sistema educacional inclusivo em todos os níveis, bem como o aprendizado ao longo de toda a vida, com os seguintes objetivos:

a. O pleno desenvolvimento do potencial humano e do senso de dignidade e auto-estima, além do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos, pelas liberdades fundamentais e pela diversidade humana;

b. O desenvolvimento máximo possível personalidade e dos talentos e criatividade das pessoas com deficiência, assim de suas habilidades físicas e intelectuais;

c. A participação efetiva das pessoas com deficiência em uma sociedade livre.

2. Para a realização deste direito, os Estados Partes deverão assegurar que:

a. As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino fundamental gratuito e compulsório, sob a alegação de deficiência;

b. As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino fundamental inclusivo, de qualidade e gratuito, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem;

c. Adaptações razoáveis de acordo com as necessidades individuais sejam providenciadas;

d. As pessoas com deficiência recebam o apoio necessário, no âmbito do sistema educacional geral, com vistas a facilitar sua efetiva educação; e

e. Efetivas medidas individualizadas de apoio sejam adotadas em ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social, compatível com a meta de inclusão plena.

3. Os Estados Partes deverão assegurar às pessoas com deficiência a possibilidade de aprender as habilidades necessárias à vida e ao desenvolvimento social, a fim de facilitar-lhes a plena e igual participação na educação e como membros da comunidade. Para tanto, os Estados Partes deverão tomar medidas apropriadas, incluindo:

a. Facilitação do aprendizado do braile, escrita alternativa, modos, meios e formatos de comunicação aumentativa e alternativa, e habilidades de

b. Facilitação do aprendizado da língua de sinais e promoção da identidade lingüística da comunidade surda; e

c. Garantia de que a educação de pessoas, inclusive crianças cegas, surdocegas e surdas, seja ministrada nas línguas e nos modos e meios de comunicação mais adequados às pessoas e em ambientes que favoreçam ao máximo seu desenvolvimento acadêmico e social.

4. A fim de contribuir para a realização deste direito, os Estados Partes deverão tomar medidas apropriadas para empregar professores, inclusive professores com deficiência, habilitados para o ensino da língua de sinais e/ou do braile, e para capacitar profissionais e equipes atuantes em todos os níveis de ensino. Esta capacitação deverá incorporar a conscientização da deficiência e a utilização de apropriados modos, meios e formatos de comunicação aumentativa e alternativa, e técnicas e materiais pedagógicos, como apoios para pessoas com deficiência.

5. Os Estados Partes deverão assegurar que as pessoas com deficiência possam ter acesso à educação comum nas modalidades de: ensino superior, treinamento profissional, educação de jovens e adultos e aprendizado continuado, sem discriminação e em igualdade de condições com as demais pessoas. Para tanto, os Estados Partes deverão assegurar a provisão de adaptações razoáveis para pessoas com deficiência.

_________________________________________________________

APOIO:

 

 

Ilustrador: Fábio Sellani

11 respostas

  1. ola tudo bem, bem vindo Feneis …
    eu mora cidade foz do igauçu/Paraná .
    vou parcitipar movimento vai mudar achar precisar tem dereit surdo , ja conhecer como mostra é surdo , muit importante d feneis .
    muit parbens ,,,,, vai force muito obrigado q muit oração deus …
    muit bem vindo Feneis …

    22 de novembro de 2010 às 17:15

  2. Olá Messias ramos, tudo vamos é lindo diferenço muito feliz – lutador PARÁBENS – GRAÇA MEU DEUS !!! PARABÉNS – ALEGRAL VAI ESPERNADO FAZER INFORMAÇÕES CHAMA VÍDEO – OLHA YOU TUBE E AMIGO OUTRA ASSOCIAÇÃO DOS SURDOS DE BRASIL – SITE VAI ASMA FAZER PESSOAL NOVA DIREITORA – ASMA, SOMESO GENTE SURDO INFORMAÇÕES ENVIA REBECER TUDO OK CERTEZA !!!

    23 de novembro de 2010 às 15:08

  3. Vamos luta…

    25 de novembro de 2010 às 13:47

  4. Valdivino Lopes da Silva

    Olá td bem? bem vindo Feneis.
    Parabéns povo surdos lutar vai trocar melhor crescimento nos união surdos é igual ouvir então!!! vc certo é importante amor surdo união tem estudante várias Faculdades, Inss, tem mais trabalhando de muito bom.. eu quero lutar vou consguir trocar surdos é inteligente.. eu to muito feliz vcs surdas admirar…meu coração surdos uniao… eu to morando aqui em Anapolis.
    Um abraço!

    5 de dezembro de 2010 às 20:34

  5. eu onde Buritirana-Ma faver surdos pode tbem………

    6 de dezembro de 2010 às 0:26

  6. QUEM NÃO LUTA NUNCA TERÁ O SABOR DA VITORIA…

    ESTOU SEMPRE NO LADO DA COMUNIDADE SURDA
    PODEM CONTAR COMIGO.

    O FUTURO MELHOR PARA OS SURDOS

    UM GRANDE ABRAÇO NO CORAÇÃO DE TODOS

    ISAÍAS LEÃO

    6 de dezembro de 2010 às 12:33

  7. Marcos de Brito

    Realmente é uma pena que gestores deste país pense desta forma sobre a ausência da cultura Surda, essa é mais uma prova de que não conhecem as especificidades desta Comunidade. Ao pensar na capacidade de adaptação à sociedade por parte dos Surdos, já pode ser caracterizada de forma evidente a presença de uma cultura específica dos Surdos, o mundo é percebido de forma diferenciada e este fator de adaptação é reconhecida como parte fundamental da constatação da existência de uma cultura, assim como a herança de pai para filho, fortemente evidenciada em famílias onde os pais são Surdos.O mesmo não acontece infelizmente nas demais famílias devido a imposição hegemônica da sociedade ouvinte que tanto demorou a reconhecer a LIBRAS que possibilitaria a existência de uma comunicação eficiente e o desenvolvimento como cidadão.

    9 de dezembro de 2010 às 10:54

  8. Olga Freitas

    Olá, Messias e povo surdo!

    Em primeiro lugar, parabéns pela construção e divulgação deste espaço de luta da comunidade surda!

    Em segundo lugar, além de lamentar a declaração da representante do MEC, quero lembrar que sobre os direitos civis, políticos e culturais dos grupos de minoria linguística, religiosa ou étnica, da Corte Permanente Inrtenacional de Justiça da ONU, da qual o Brasil é país membro, pronuncia que:

    “No âmbito das Nações Unidas, a provisão normativa mais relevante é o artigo 27 do Pacto dos Direitos Civis e Políticos, que dispõe:

    Nos Estados em que haja minorias étnicas, religiosas ou lingüísticas, as pessoas pertencentes a essas minorias não poderão ser privadas do direito de ter, conjuntamente com outros membros de seu grupo, sua própria vida cultural, de professar e praticar sua própria religião e usar sua própria língua.”

    Sobre o conceito de minoria, as Nações Unidas trabalham com a seguinte definição, proposta por Jules Deschênes (1985):

    “uma minoria é formada por um grupo de cidadãos de um Estado, constituindo minoria numérica e em posição não-dominante no Estado, dotada de características étnicas, religiosas ou lingüísticas que diferenciam daquelas da maioria da população, tendo um senso de solidariedade um para com o outro, motivado, senão apenas implicitamente, por uma vontade coletiva de sobreviver e cujo objetivo é conquistar igualdade com a maioria, nos fatos e na lei.”

    Nesse sentido, entendendo que as comunidades surdas, assim como as comunidades negras, indígenas, pomeranas, dentre outras tantas que constituem a riqueza da população deste nosso grande e acolhedor Brasil, atendem aos critérios dos direitos civis, políticos e culturais dispostos pela ONU e, entendendo ainda que o Brasil é signatário dos documentos de defesa dos Direitos Humanos e, portanto dos direitos das comunidades de minoria linguística assim como dos demais grupos minoritários, lamento mais uma vez a declaração da representante do MEC.

    Esta declaração não apenas é de cunho pessoal, como também demonstra total desconhecimento acerca das normas internacionais dos direitos humanos! Uma pessoa assim não poderia assumir um cargo de gestor público em um país de política socialista.

    Lamentável…

    Abraços,
    Olga Freitas
    Pedagoga e Mestre em Neurociência do Comportamento

    26 de dezembro de 2010 às 12:45

  9. Olga Freitas

    Quero receber notícias deste site.
    Olga

    26 de dezembro de 2010 às 12:47

  10. cristiano woyciekowski

    É vergonhoso ainda estamos em pleno século 21 e ainda temos de conviver com mentes fechadas ao nosso lado, se falar em cultura é lembrar só de ouvintes então estamos todos errados por que muitos não tem cultura, são pessoas pobres sem direito a qualquer tipo de comunicação.
    Fazer parte da cultura surda e lutar com eles por ela é fazer a diferença, e estes que dizem que surdos não tem cultura eles mesmos são sem cultura.
    Temos que continuar na luta para abrirmos as mentes deste mundo fechado.

    2 de abril de 2011 às 3:02

  11. cristiano woyciekowski

    Fazer parte da cultura surda desmente tudo isso que foi dito por isso temos que continuar a lutar e fazermos tudo ao nosso alcance.
    Abraço a todos.

    2 de abril de 2011 às 3:05

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